Após 266 dias de cativeiro em uma prisão chinesa, o pastor Ezra Jin Mingri, de 56 anos, finalmente reencontrou sua família em 3 de julho. O líder da Igreja subterrânea Sião, que foi detido ao lado de outros 28 confrades, detalhou sua experiência atrás das grades em um artigo de opinião publicado no Wall Street Journal em 8 de julho, oferecendo uma janela para as duras realidades enfrentadas pelos fiéis na China e um apelo comovente por um futuro de liberdade.
A Dura Realidade da Detenção
O retorno de Jin à liberdade foi descrito por ele como “desorientador”, um contraste abrupto da cela apertada para as celebrações do 250º aniversário da independência americana. Ele narrou as condições severas de seu confinamento, onde ele e os demais prisioneiros dormiam em esteiras no chão, suportavam um calor sufocante e eram diariamente forçados a permanecer sentados em bancos duros, sem qualquer permissão para se levantar. Cada dia era uma batalha contra o desconforto e a restrição de movimentos, evidenciando a privação imposta pelo sistema carcerário.
Gratidão e o Apelo Contínuo por Justiça
O Pastor Jin expressou profunda gratidão a políticos, defensores da liberdade religiosa e irmãos cristãos de todo o mundo, cujo apoio e resposta às prisões da Igreja Sião foram, segundo ele, um consolo significativo em seus “momentos mais sombrios”. Contudo, a alegria de sua própria liberdade é mitigada pela persistência da injustiça: oito membros de sua igreja permanecem detidos. Jin clama por uma continuação da luta em prol desses fiéis, prometendo que “não descansará até que vejam a liberdade”, reforçando o compromisso com aqueles que ainda enfrentam a privação de liberdade.
Visão e Esperança para o Futuro da Fé na China
A visão de Jin para a China vai além de sua própria libertação. Ele anseia por um futuro onde as igrejas domésticas sejam legalizadas e onde os cristãos possam adorar a Deus livremente e servir aos necessitados, compartilhando a esperança de Cristo. Ele ressalta que a liberdade religiosa é um direito universal, prometido inclusive na Constituição Chinesa, e vê sua própria libertação como um possível “início de um novo capítulo” para as pessoas de fé no país. Embora tal futuro possa parecer “impossivelmente remoto”, Jin, com a fé em seu “Deus de milagres”, mantém a esperança de que todos os membros de sua igreja sejam libertados em breve e que a China se torne um lugar onde todos possam adorar livremente.
A experiência do Pastor Ezra Jin Mingri serve como um poderoso testemunho da resiliência da fé diante da adversidade e um lembrete contundente dos desafios enfrentados pela liberdade religiosa em diversas partes do mundo. Seu retorno é um farol de esperança e um chamado à ação contínua para que os direitos fundamentais de crença sejam respeitados e garantidos a todos, consolidando a ideia de que a liberdade, mesmo a que pareça distante, pode ser alcançada por meio da persistência e da fé.
Fonte: https://persecution.org










